No mundo de constante inovação, as certificações ISO ainda valem a pena?

Lampada sobre nuvem desenhada em giz sobre um fundo preto, símbolo de inovação

“A inovação é o verdadeiro impulsionador do progresso”
Bill Gates, em entrevista ao Rolling Stone, 13 de março de 2014.

A competitividade do mundo moderno gerou a necessidade de diferenciação e destaque perante os concorrentes. Isso possibilitou o impulsionamento da inovação em todos os tipos de mercado, dos mais tradicionais até os mais tecnológicos. Hoje, inovação é sinônimo de sucesso e está atrelada a constantes mudanças planejadas a fim de chegarem a um objetivo. Este objetivo pode ser um gerador de novas ideias de negócio ou automatização de processos e procedimentos.

Uma pesquisa realizada pela consultoria PwC, que ouviu quase 1800 empresas de 30 setores em mais de 25 países, chegou à conclusão de que, para 93% delas, a inovação será a principal responsável pela elevação de suas receitas nos próximos anos.

Computador com planilha, e uma pessoa segurando um café

Decerto, com a constante ideia de criar mudanças a qualquer custo, entregando qualquer produto, se estreitou o conceito de inovação. De acordo com a PwC, inovação “Não se trata apenas de empurrar produtos para fora dos laboratórios, mas sim de criar valor para os consumidores, personalizando as suas experiências. Nunca foi tão importante forjar uma cultura organizacional que promova a inovação, aproximando-se dos clientes para descobrir o que eles realmente querem e direcionando a inovação para atender a essas demandas. ”

Padrões e normas como as ISO são benéficas para um negócio inovador?

De fato, em normas como a ISO, que fornecem um modelo padrão para um sistema de gestão, temos a impressão de um engessamento desse sistema. Porém, quando entramos um pouco mais a fundo, entendemos que a sua proposta caminha de mãos dadas com a inovação.

“Os principais inovadores também tratam a inovação como qualquer outro processo de negócio. Eles definem o tipo de inovação que desejam e como medi-la. Em seguida, estabelecem uma estrutura de P&D disciplinada, com processos rigorosos que podem ser reiterados e ampliados.” Como viabilizar a inovação, PwC.

Com efeito, a norma ISO 9001 é um padrão para a implementação de um sistema de gestão da qualidade. De maneira semelhante à do PwC, estes sistemas demarcam como os processos são estabelecidos e seguidos estruturada e disciplinadamente pela organização. Ainda falando sobre a norma de qualidade, é fácil perceber a semelhança com os processos de inovação de uma empresa, como quando falamos de gestão de conhecimento.

Sistema de gestão e inovação

Certamente, um sistema de gestão construído com certificações, é desenvolvido com foco na melhoria dos seus produtos e serviços. Com isso, podemos identificar que quando temos uma criação ou quando mudamos os processos que envolvam essa idealização, estamos inovando. Steve Jobs foi o responsável por uma das maiores inovações desse tipo quando apresentou ao mundo o iPhone. Este direcionou e ainda direciona o mercado de smartphones até os dias de hoje. Antes dele já existiam telefones com touch screen e que acessavam a internet, mas não eram entregues de forma simples ao consumidor. Jobs inovou ao focar no cliente e na sua experiência com o produto e não apenas em vender o produto.

iPhone, o mais icônico produto de inovação

De fato, o uso de inteligência artificial e machine learning são exemplos claros de inovações processuais. Os chatbots inteligentes são ferramentas já utilizadas hoje para tornar o atendimento ao cliente mais eficiente. Essa otimização aumenta a qualidade do serviço prestado, além de reduzir os custos para a empresa. De acordo com a Juniper Research, “os chatbots serão responsáveis por uma economia de U$ 8 bilhões por ano até 2022”

Inovação no modelo Lanlink

A Lanlink começou como uma fábrica de software com foco nas indústrias têxteis. Cotudo, com o tempo, conseguimos identificar que grande parte dos incidentes relatados surgiram a partir de falhas infraestruturais dos próprios clientes e não do software. Com esse conhecimento, foi iniciada a primeira grande inovação do grupo Lanlink, a qual gerou uma mudança no seu ramo de atuação. Passamos a atuar na infraestrutura, deixando de lado a criação do aplicativo e servindo como canal integrador, juntamente a ferramentas de terceiros casadas com a infraestrutura desenhada pela Lanlink.

Hoje, seguindo a tendência disruptiva pedida pelo mercado, a Lanlink uniu a sua experiência com inovações para atender ao mercado por meio de soluções de negócios inovadores e com projetos de inteligência artificial, com a iniciativa LIA (Lanlink Inteligência Artificial)

O futuro…

A competitividade que vemos hoje no mercado gera mudanças necessárias para a evolução dos negócios. Com isso, precisamos de processos mais maduros e estruturados para essas mudanças, e as normas proporcionam esse cenário. Em 2008 foi criado um comitê técnico de inovação pela ISO, em 2015 se iniciou o processo de elaboração da norma do Sistema de Gestão da Inovação e em 2018 foi aprovada a publicação. A intenção é unificar as boas práticas já adotadas em todos os 163 países membros da ISO.

O que resta é aguardar e ver como essa mudança impactará nos processos e nas empresas.  Porém, certamente os ganhos serão surpreendentes e  beneficiarão a todos.


Lucas Barbosa Peixoto

Lucas Barbosa Peixoto é assistente de processos na Lanlink. Possui experiência no mapeamento e desenho de processos operacionais, além de ministrar treinamentos para gestores e colaboradores com foco em sistemas de gestão.

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