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Infraestrutura

Em nossos últimos conteúdos aqui do blog te mostramos inúmeros benefícios da computação em nuvem, as formas de adoção e como fazer. Continuando nossa série, queremos conversar agora com você sobre estratégia multicloud, já ouviu falar?

Entre as diversas maneiras de utilizar a nuvem surgiu também essa nova tendência que está sendo adotada por muitas empresas com o objetivo de alcançar ótimos resultados e alavancar os diferenciais competitivos.  

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Continue lendo!

O que é Multicloud?

Antes de entender os benefícios dessa estratégia, vamos compreender o seu conceito. Um ambiente multinuvem é um modelo em que a empresa usa uma combinação de nuvens, com pelo menos duas ou mais nuvens públicas mesclando com nuvens privadas e de borda. Ela pode juntar operações locais com aplicações executadas em diversos provedores de nuvem pública, isso permite que as organizações tirem proveito de cada formato reduzindo as desvantagens.

Esse método reduz a dependência em um único provedor de nuvem e oferece mais flexibilidade e facilidade para as empresas, aproveitando o que cada nuvem tem de melhor a oferecer.

Por que as empresas estão adotando a multicloud?

segundo passo da sua jornada digital com IA

Otimização de recursos

O modelo oferece aos negócios a capacidade de utilizar diferentes serviços de diferentes provedores, você pode gerenciar os recursos para atender de forma personalizada as suas necessidades. Além disso, existe a versatilidade de manter os recursos o mais próximo possível de seus usuários.  

Redução de custos

A adoção da multinuvem permite que você utilize cada serviço alinhado com a sua estratégia, utilizando recursos na nuvem onde os mesmos têm menor custo. É possível realocar recursos utilizando-os de acordo com a necessidade do negócio, dessa forma, você investe conforme a demanda resultando em redução de custos, maior produtividade e um melhor ROI.  

Continuidade do negócio

Um ambiente composto por várias soluções de nuvem reduz a exposição das empresas às ameaças externas ou tempo de inatividade causado por alguma falha, isso porque os dados estão compartilhados entre diversos provedores o que torna os serviços resilientes.  

E mesmo diante de uma falha com determinado provedor, ao usar fornecedores diferentes você deixa de depender de uma única abordagem, você pode ter uma réplica das suas aplicações separada disponível em outra nuvem. São inúmeras possibilidades de estratégia de alta disponibilidade a explorar, aliando custo à necessidade de negócio.

Segurança

Nós já te mostramos em outros conteúdos a importância de manter seu negócio em segurança, não só para estar em conformidade com as leis, mas porque só com a segurança você vai conseguir credibilidade e sucesso na sua estratégia.  

Como já citamos, com a estratégia multicloud os dados da sua empresa estão compartilhados entre diferentes provedores, isso os torna resilientes e diminui o risco de ameaças. O modelo garante ainda alta disponibilidade e possibilita o aumento de recursos direcionados à segurança da informação.

Interconexão de nuvens Oracle e Microsoft possibilita a implementação de estratégias multicloud

Em agosto do ano passado Microsoft e Oracle anunciaram parceria global entre as empresas com a interconexão dos seus serviços de nuvem em todo o Brasil. Esse avanço permite que os clientes brasileiros migrem suas operações e executem cargas de trabalho de missão crítica em um ambiente dedicado de baixa latência e aumenta o leque de estratégias multicloud pelas organizações, o que possibilita também, a otimização de migrações e a criação de aplicativos a partir de ampla disponibilização de ferramentas.  

Nós, Lanlink, fomos uma das primeiras empresas brasileiras a disponibilizar o ambiente multicloud para um cliente.  O Banese – Banco do Estado do Sergipe – se deparou com desafios de infraestrutura diante de um novo projeto de banco digital e o nosso time entrou com a solução de conexão entre os dois serviços de nuvem – Oracle e Azure.  

Você deve estar se perguntando como e o que precisa para adotar a multicloud, antes disso entenda alguns desafios. Continue a leitura!

Principais desafios ao utilizar multicloud?

Um ambiente multinuvem proporciona muitos benefícios para o negócio, mas antes de adotá-lo é preciso ter em mente alguns desafios. Essa estratégia acarreta necessidade de conhecimento de mais de uma nuvem e aqui um parceiro como a Lanlink pode apoiar na sustentação do ambiente.

multinuvem infraestrutura

Entenda quais nuvens e provedores se encaixam com o seu negócio

Você precisará entender as necessidades da sua empresa e conhecer as principais soluções do mercado. Comece pesquisando os tipos de nuvem e quais os melhores fornecedores com seus diferenciais.  

Conte com uma equipe especializada

Como te explicamos há pouco, esse método de adoção de nuvem pode exigir muito da sua equipe de TI, o que pode sobrecarregá-los. Quando as empresas investem em parceiros especializados em soluções de infraestrutura em nuvem, a equipe de TI interna pode focar nas demais necessidades do negócio.  

Além disso, o parceiro especializado foca no que você precisa te disponibilizando as melhores e corretas ferramentas, trazendo os melhores resultados, de forma mais rápida e segura.  

multinuvem infraestrutura

Ficou curioso para saber mais vantagens dessa estratégia e como ela pode ajudar no seu negócio? Fale agora com um de nossos especialistas e conheça nossas histórias de sucesso, você poder ser uma delas! Conte com a Lanlink!

Multicloud: 4 motivos para adotar essa estratégia

Em nossos últimos conteúdos aqui do blog te mostramos inúmeros benefícios da computação em nuvem, as formas de adoção e como fazer. Continuando nossa série

Infraestrutura

A transformação digital trouxe diversas tecnologias que apoiam na gestão dos negócios e facilitam a rotina das organizações. A adoção da nuvem está ganhando mais força e nós já mostramos para você o porquê do avanço da cloud computing e as mudanças que ela proporciona.

cloud computing

Entretanto, para algumas empresas a ideia de migrar o seu negócio para a nuvem e abandonar completamente o modelo on-premises ressalta alguns medos, por isso é preciso entender as suas necessidades e procurar um modelo que te ajude a reduzir custos e aumentar a eficiência.  

No modelo on-premises todos os dados e recursos de TI estão ‘dentro de casa’.  

Já no ambiente em nuvem os dados estão hospedados em um data center externo, o servidor e os recursos são fornecidos remotamente.  

Vamos avaliar melhor algumas diferenças entre os dois modelos de infraestrutura:  

Principais diferenças entre Cloud e On-premises

Existem diferenças fundamentais entre as duas infraestruturas, o que vai determinar qual a melhor para o seu negócio são as suas necessidades e objetivos reais.

cloud e on premises

Custo  

  • On-premise: a empresa deve arcar com a aquisição de equipamentos e licenças, além dos custos contínuos de hardware, consumos de energia, equipe de técnicos e espaço.  
  • Computação em nuvem: nesse modelo a empresa contrata um provedor em nuvem que cuidará da estrutura. Você paga pelos recursos que consome, sem custos de manutenção.  

Estrutura  

  • On-premise: Os recursos são implantados internamente na infraestrutura de TI da empresa. A customização, implantação e aquisição das licenças são de responsabilidade da própria empresa, além da necessidade de um bom espaço físico.  
  • Computação em nuvem: o hardware está fora da organização, os recursos são hospedados nas instalações do provedor do serviço, mas as empresas podem acessar esses recursos sempre que precisarem.  

Segurança e compliance  

  • On-premise: As empresas estão se adequando e operando conforme a LGPD. Para empresas que possuem dados confidenciais como setores governamental e bancário, é necessário um modelo com alto nível de segurança e privacidade, o que é oferecido pela infraestrutura local.  
  • Computação em nuvem: Essa é preocupação número um de quem pensa em migrar para nuvem, manter a segurança e conformidade. Por isso, se você está decidido a adotar um modelo em nuvem você precisa primeiro escolher o parceiro correto. A sua empresa precisa da garantia que o provedor está preparado e em conformidade com a sua política de privacidade. Fique atento!  

 

Entenda também que para adotar a computação em nuvem você precisará entender os formatos que ela possibilita. Existem 3 maneiras, vamos entender melhor? Continue a leitura:  

Nuvem pública:  

Em uma nuvem pública você compartilha os mesmos dispositivos de hardware, armazenamento e rede com outras organizações da nuvem, acessando serviços e gerenciando sua conta através de um navegador da web. Todo o hardware, software e outras infraestruturas de suporte são de propriedade do provedor de nuvem e gerenciadas por ele. O Microsoft Azure e a Oracle OCI são exemplos de nuvens públicas.  

Nuvem privada:  

Como o nome já diz, essa é uma nuvem particular, somente a empresa utilizará o servidor. Ela pode estar localizada fisicamente no data center local ou hospedada por um provedor terceirizado, nesse modelo os serviços e a infraestrutura são mantidos na rede privada, com controles internos e ajuste personalizado de acordo com a cultura da empresa.  

Nuvem hibrida:  

No momento de adotar uma solução em nuvem para te beneficiar você também pode integrar. Isso mesmo! Essa é uma das principais vantagens da transformação digital, a flexibilidade.  

A nuvem hibrida é a combinação de dois ou mais tipos de nuvens (pública e privada), dessa forma, os dados e aplicativos podem se mover entre os dois ambientes. Com a nuvem híbrida é possível mover e manter o workloads entre as nuvens de forma segura e mantendo a alta performance.  

vantagens da nuvem hibrida

Vantagens da nuvem híbrida  

A nuvem híbrida é a combinação entre as nuvens pública e privada que permite os compartilhamentos de dados e aplicativos entre elas. Muitas organizações optam por essa abordagem devido à otimização dos custos, mas também, para atender a requisitos regulatórios e de soberania de dados.  

Com o modelo as empresas adquirem flexibilidade e inovação que a nuvem pública fornece mantendo a confidencialidade dos dados no data center delas, garantindo a segurança e a conformidade.  

Flexibilidade - Você executa aplicações em qualquer nuvem e em diferentes entregas (SaaS, IaaS, PaaS, entre outras), além de usufruir de recursos de computação adicionais sempre que precisar;  

Custo-benefício - Com as capacidades de escalar recursos conforme suas necessidades, podendo usufruir da nuvem pública, você paga pelo adicional de recursos.  

Governança - A nuvem híbrida te dá acesso aos indicadores-chave de desempenho o que projeta a Governança de TI para agir antecipadamente e de forma assertiva na mitigação de possíveis desvios de desempenho.

Continuidade de negócios - Um plano de continuidade de negócios vai além do armazenamento de dados na nuvem ou gerenciar desastres, se trata de continuar fazendo negócios durante uma falha, para isso a nuvem híbrida pode ser extremamente benéfica. Os dados necessários podem ser armazenados em backup e armazenados em uma nuvem híbrida para que não haja perda de dados, mesmo em caso de desastre ou emergência.  

Escalabilidade estratégica - nesse modelo a empresa aumenta e diminui seus recursos à medida que o negócio precisar. Isso otimiza o desempenho e eficiência.

Conte com a parceria certa

É certo que essas tecnologias, em suas particularidades, levam diversos benefícios para os diferentes modelos de negócios. Mas para ser assertivo na adoção de uma solução você precisa manter o foco na saúde do seu negócio, então a primeira decisão é a escolha do parceiro.  

Temos um time de especialistas pronto para focar em suas necessidades. Avaliamos sua infraestrutura atual, estudando os pontos de melhorias e desenvolvemos a melhor solução para você. Mantemos a continuidade das suas operações diante de qualquer cenário. Cuidamos da sua infraestrutura enquanto você foca no seu negócio.  

Conte com a Lanlink.  

Cloud ou on-premise: defina o modelo certo para o seu negócio

A transformação digital trouxe diversas tecnologias que apoiam na gestão dos negócios e facilitam a rotina das organizações. A adoção da nuvem está ganhando mais...

Infraestrutura

A migração para a nuvem deixou de ser uma tendência para ser uma realidade. O modelo trouxe transformação digital, competitividade, melhores estratégias de negócio, e agilidade para as organizações.  

migracao para nuvem

A computação em nuvem se tornou uma tecnologia indispensável e uma aliada no sucesso dos negócios. Segundo estudo realizado pela Infosys, cerca de 40% das empresas planejam migrar mais da metade dos seus sistemas para a nuvem em 2022. O estudo aponta ainda que a migração para a nuvem pode agregar US$ 414 bilhões anuais de lucro às organizações.  

Pensando nisso, vamos te mostrar alguns benefícios dessa tecnologia e como montar a estratégia correta para migrar sua empresa para a nuvem.

  1. Redução de custos  

A computação em nuvem é um serviço em que você paga apenas pelos recursos que usar, ou seja, o modelo reduz o alto custo com aquisições de software, hardware, manutenção, energia elétrica e espaço físico.  

A tecnologia atende às necessidades especificas do negócio e permite que você tenha acesso à equipamentos de última geração por um valor bem mais em conta. Você consegue adequar os recursos às suas necessidades, o que nos leva ao segundo benefício.  

  1. Escalabilidade  

Um dos principais benefícios da migração é a capacidade de escalar a sua infraestrutura com agilidade e eficiência. É possível alterar os recursos diante das alterações de demanda do negócio.  

Espaço de armazenamento, poder de processamento e outros recursos podem passar por um upgrade para suprir a demanda ou serem reduzidos novamente sem a necessidade de uma nova configuração. Com a agilidade e flexibilidade que a computação em nuvem tem, as empresas impulsionam a sua transformação digital.

  1. Segurança  

Esse é o maior desafio enfrentado pelas empresas. Com a LGPD e o crescente número de vazamento de dados, manter a segurança se tornou uma tarefa muito importante.  

Algumas instituições perceberam que a migração para a nuvem é um bom caminho para evitar ataques, isso porque a tecnologia oferece atualizações que mantêm os dados protegidos com protocolos avançados e recursos como autenticação unificada de usuários, criptografia, serviços de backup, entre outros.  

Contudo, é preciso ter em mente a importância de um bom parceiro na implantação destas funcionalidades, sua gestão e monitoramento do seu ambiente no processo de migração.  

  1. Tomada de decisão mais ágil  

Com um acesso mais rápido e simples às informações você consegue dar respostas mais precisas ao seu cliente, esse aspecto facilita a tomada de decisão. Com a computação em nuvem os dados estão disponíveis de forma segura o que impacta positivamente nos processos e resultados da sua empresa, além de facilitar a rotina de trabalho e a produtividade dos seus colaboradores.  

  1. Otimização do tempo  

O uso da nuvem traz praticidade para o dia a dia da empresa, permitindo que você aumente a eficiência do seu time. Os colaboradores sofrem menos com problemas de acesso e indisponibilidade de sistemas internos, isso gera também, autonomia por parte do time que acaba desempenhando suas atividades com mais qualidade e em tempo menor.  

 

Afinal, sua empresa está pronta para migrar para a nuvem?  

Os benefícios da nuvem são inúmeros e indiscutíveis, mas a migração requer cuidados e traz alguns desafios.  

Planejamento  

Primeiramente, é essencial se planejar. Uma migração de grandes quantidades de dados requer uma estratégia bem definida e precisa da adesão do seu time de TI e dos líderes, afinal você precisará entender as necessidades de cada departamento. Outro ponto importante é conhecer a sua infraestrutura para mapear e analisar os recursos da empresa.  

Continuidade de negócios  

A continuidade de negócios envolve um conjunto de planejamentos, ela é um processo para a empresa criar resiliência e não só resolver um problema imediato.  

Para isso, você precisa estar alinhado com o time, trabalhar de forma colaborativa com os parceiros de negócios e, especialmente, com seu provedor de nuvem. A migração exige que você conheça bem o provedor escolhido e o tipo de suporte que ele oferece, isso nos leva ao próximo desafio.  

A escolha do parceiro de migração  

É importante ressaltar que o processo decisório de migração para a nuvem requer cuidados e uma equipe especializada, esse é um dos maiores desafios: contar com um parceiro que entregue o serviço com excelência, auxilie a equipe na adaptação e monitore o ambiente na nuvem. Fique atento com essa escolha!  

O parceiro certo é aquele que te oferece um serviço seguro e de qualidade, que atende de fato às necessidades do seu negócio. Considere as vantagens e os desafios para traçar estratégias de infraestrutura de TI e conte com nossos especialistas para definir a melhor solução para o seu negócio. Conte conosco!

Defina agora a sua estratégia de migrações para nuvem

A migração para a nuvem deixou de ser uma tendência para ser uma realidade. O modelo trouxe transformação...

Institucional

Podemos notar os avanços das mulheres no mercado de trabalho. Cada vez mais competentes, qualificadas e ocupando cargos de liderança, as mulheres conquistaram diversos espaços, porém, os desafios ainda são muitos.

A área de tecnologia, por exemplo, está em forte expansão e muitas empresas estão priorizando a diversidade, o que nos faz pensar que as barreiras para contratação de mulheres estão sendo eliminadas.

Dados apresentados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, apontaram um crescimento de 60% da participação feminina na área de TI nos últimos cinco anos, passando de 27,9 mil mulheres para 44,5 mil, porém, isso representa apenas 20% do total de profissionais do mercado de TI do país.

As disparidades começam muitas vezes antes de iniciar na carreira. “Na época da faculdade foi o primeiro trauma, logo que iniciei em uma sala com mais de 30 homens para duas mulheres, tinha momentos que eu tinha apenas a mim. Então, era impossível não ouvir alguma coisa que desagradasse, mas esse era o meu objetivo e projeto e não desistir por nenhum momento, muitas vezes fui destaque em sala, e isso cada dia mais provava o meu valor”, conta Alana Vanessa, Supervisora de Serviços de Suporte 1N e 2N na Lanlink.

Ainda precisamos nos esforçar o dobro para provar nossa competência, e isso é muito cansativo. Somos minoria, porém, não podemos deixar que isso nos atrapalhe. O mercado da tecnologia ainda é masculinizado, mas sou prova viva que já existe empresas que incentivam o acolhimento do público feminino com o devido respeito, e é gratificante fazer parte do mercado da tecnologia. Acredito que o ser humano tem que ter em mente que a capacidade de uma pessoa não é definida pelo gênero, as mulheres podem (e devem), trabalhar e estudar tecnologia”, afirma Ingrid Galeno, Analista de Suporte na Lanlink.

Segundo a Pesquisa de Remuneração Total, realizada pela consultoria Mercer e divulgada pela Forbes, este mercado é o mais desigual entre mulheres e homens com relação aos rendimentos. O levantamento mostrou ainda que no nível de executivos de empresas de alta tecnologia a disparidade salarial chega a 36%. As discrepâncias se estendem para os níveis de gerência (7%) e operacionais (9%). Dentro do recorte de raça, a situação é ainda pior para mulheres negras.

O mercado de TI é um entre muitos com predominância masculina, mas muito pode ser feito para melhorar esse cenário. Thyciane Salgado, Administradora de Sistemas na Lanlink aponta algumas das possíveis medidas que as empresas poderiam tomar. “Considerar ter mais flexibilidade, recrutar mulheres dentro da empresa, rever políticas de contratação, incentivar e promover treinamentos”.  

Para ampliar a inclusão de mulheres no mercado de tech as empresas têm que acima de tudo tomar a decisão estratégica para tal. Acredito que um trabalho junto a instituições locais de base, a partir do ensino médio, direcionado para a área de tecnologia poderia alavancar em muito o interesse de meninas na área, acolher jovens aprendizes nos setores mais voltados para desenvolvimento e atendimento técnico, seria um diferencial”, complementa Simone de Souza, Consultora de Serviços em TIC na Lanlink.  

Visualizando esses índices, pensando em maneiras de ampliar os espaços para a atuação de mulheres, algumas empresas têm criado programas para atrai-las e capacitá-las, como é o caso do Black Women in Tech, programa criado pela Microsoft.  

Aqui na Lanlink, por exemplo, temos cargos de diversos níveis, inclusive os de liderança, ocupados por mulheres. Nosso desejo é que as empresas criem mais espaços para a diversidade, transformando e impulsionando as pessoas através da tecnologia.

Por: Isabele Lessa - Redatora Jr

Minas da TI: os desafios e a ascensão das mulheres no mercado da tecnologia

Podemos notar os avanços das mulheres no mercado de trabalho. Cada vez mais competentes, qualificadas e ocupando cargos de liderança, as mulheres conquistaram diversos espaços, porém

Institucional

Hoje, 29 de janeiro, é o Dia Nacional da Visibilidade Trans. A data, que surgiu em 2004, trata-se de um marco histórico na luta por reconhecimento de transexuais e travestis no Brasil. Apesar de alguns avanços e dos espaços que foram abertos para debate, o cenário brasileiro ainda é de insegurança, preconceito e violência.

Em 2019, a transfobia e a homofobia se tornaram crimes no Brasil e mesmo com a decisão do STF, relatório divulgado pela Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil) e do IBTE (Instituto Brasileiro Trans de Educação), mostra que em 2020, a violência contra mulheres trans só aumentou.

A realidade das pessoas trans no Brasil não é fácil. O acesso à educação é outro grande desafio, segundo o estudo da Ordem dos Advogados do Brasil, 82% das pessoas trans estão passiveis de evasão escolar devido à violência sofrida nesses ambientes. E o retrato disso está no mercado de trabalho, as oportunidades para transexuais e travestis no Brasil são raras.

As dificuldades surgem desde o processo seletivo até a garantia de um ambiente de trabalho inclusivo e seguro. Para Renata Simões, mulher trans e Gerente de Delivery da Lanlink, temos um longo caminho pela frente. “Apesar de termos alguma evolução nesse aspecto, ainda estamos muito longe do ideal, pois tudo começa na educação e ainda é muito difícil para as pessoas trans terminarem os estudos e ingressarem na vida profissional. Algumas multinacionais já têm esforços sobre a diversidade que incluem transexuais, mas essa não é a realidade da maioria dos lugares”, diz.

O mercado da tecnologia, por exemplo, vem crescendo cada vez mais, e consequentemente, aumentando sua demanda por profissionais, mas a área ainda não é inclusiva. “Programas de desenvolvimento profissional que capacitem e ofereçam oportunidades reais seriam muito bem-vindos. De um modo geral, a TI tem uma carência enorme de pessoas especializadas, se juntássemos essa necessidade com a capacitação inclusiva, acredito que dois problemas estariam sendo tratados”, afirma Renata.

Mesmo com qualificação e especialização, pessoas trans sempre se deparam com o preconceito, e às vezes, até optam por esconder quem realmente são para conseguir uma oportunidade de emprego. A pesquisa Workplace Divided, do Human Rights Campaign Foundation mostra que:

• 1 em cada 5 trabalhadores LGBTQ+ relatam ter sido informados ou que colegas de trabalho sugeriram que eles deveriam se vestir de maneira mais feminina ou masculina;

• 53% dos trabalhadores LGBTQ+ relatam ouvir piadas sobre lésbicas ou gays pelo menos de vez em quando;

• 31% dos trabalhadores LGBTQ+ dizem que se sentiram infelizes ou deprimidos no trabalho;

• e a principal razão pela qual os trabalhadores LGBTQ+ não relatam comentários negativos que ouvem sobre pessoas LGBTQ+ a um supervisor ou recursos humanos? Eles não acham que nada seria feito sobre isso – e eles não querem prejudicar seus relacionamentos com colegas de trabalho.

Renata já estava há 20 anos trabalhando na Lanlink quando decidiu contar para a alta gestão da empresa sobre sua transição. “Foi umas das experiências mais desafiadoras da minha vida, naquele momento pouquíssimas pessoas sabiam, e em momento algum antes de eu contar, deixei transparecer nada da minha transexualidade. Fui contando aos poucos para pessoas de confiança, confesso que me surpreendi bastante com o carinho que eu recebi, e fui criando confiança até o momento que eu virei a chave e a Renata surgiu plenamente no ambiente de trabalho. No começo eu senti sim, bastante medo, mas à medida que eu ia contando para as pessoas isso foi diminuindo. O apoio da alta gestão e dos colegas mais próximos foi crucial”, relembra a Gerente.

O Dia Nacional da Visibilidade Trans é um marco histórico, é dia de celebrar o que já foi conquistado, mas principalmente, essa data representa a luta das pessoas trans para ampliar os debates e os espaços de inclusão. “Representa uma possibilidade de tirar as pessoas transexuais da invisibilidade, dos guetos que durante muito tempo a sociedade nos empurrou. Estamos em pleno 2022 e ainda temos discussões sobre pronomes, banheiros... Se as pessoas praticassem o respeito de forma mais recorrente nada disso seria necessário”, completa Renata.

Diga não ao preconceito.

Por: Isabele Lessa - Redatora Jr

Pessoas trans no mercado da tecnologia: uma luta por inclusão

Hoje, 29 de janeiro, é o Dia Nacional da Visibilidade Trans. A data, que surgiu em 2004, trata-se de um marco histórico...

Dados & IA

Nos últimos anos tem-se visto no Mercado uma explosão de ofertas para serviços de Analytics. A maioria esmagadora desses serviços gira em torno de Business Intelligence e Machine Learning. Ocorre que Analytics não é só isso. Há um ramo muito importante chamado Tomada de Decisão sob Incerteza.

Na Ciência de Dados você tem dados históricos, usa-os para gerar um modelo preditivo, usa o modelo para fazer predições, e usa as predições para tomar decisões. Exemplo: você tem os dados históricos dos pedidos feitos pelos clientes, tem os dados históricos das variáveis macroeconômicas do país e da região etc., e usa esses dados para criar um modelo de Machine Learning e com ele estimar o volume de vendas no próximo trimestre, e com base nessa estimativa decidir a quantidade de insumos que irá comprar.

Na Tomada de Decisão sob Incerteza, pegando o exemplo acima, você parte de um modelo – tipicamente não criado por técnicas de Machine Learning, mas pela sua experiência de Subject Matter Expert –, e usando simulação computacional você calcula as probabilidades de os pedidos dos clientes ficarem dentro de algumas faixas, e com base nessas probabilidades você toma a suas decisões.

Você deve estar se perguntando: “ora, por que fazer simulação computacional se eu posso simplesmente usar a curva de tendência gerada pelo meu modelo, e com base nessa curva estimar o volume de pedidos do próximo trimestre?” A resposta é: porque não existe uma única curva de tendência. Trend-breakers podem fazer a curva de tendência mudar de direção; então, para cada trend-breaker, há pelo menos uma curva de tendência diferente. O que seria um trend-breaker no exemplo acima? A perda de um importante cliente, a perda de um importante pedido que está previsto de entrar etc.

Novamente você deve estar se perguntando: “ora, como vou adivinhar se vou perder um importante cliente ou um importante pedido?”. E a resposta é: você não vai “adivinhar”, você vai simular. Vai rodar milhares de cenários – milhares mesmo! – com diferentes combinações de trend breakers –, e no final vai obter uma distribuição de probabilidades, e vai usar essa distribuição de probabilidades para tomar suas decisões. Uma técnica que pode ser usada para gerar essas milhares de combinações de cenários é a Simulação de Monte Carlo.

Esse tipo de abordagem leva em consideração não-linearidades que seriam difíceis – senão impossíveis – de serem capturadas com a abordagem tradicional de Ciência de Dados. Não estou querendo dizer que em Ciência de Dados só se trabalha com modelos lineares – longe disso! Mas lá se olham para as não-linearidades passadas, que efetivamente se manifestaram nos dados, enquanto aqui se olham para as – potenciais – não-linearidades futuras.

Todo o restante deste artigo gira em torno do seguinte exemplo didático, e no final é fornecida uma planilha Excel para tangibilizar o exemplo. Na prática o Excel não é melhor ferramenta para esse tipo de aplicação, mas para um exemplo didático ele é ótimo e abrange o maior público, porque todo mundo mexe com Excel.

Exemplo Didático

Suponha que você se depare com a seguinte situação: decidir sobre um investimento para produzir um artigo (seja um software, seja um hardware, seja um artigo de vestimenta, não importa). Que risco você estaria disposto a correr nesse investimento em vez de deixar seu dinheiro aplicado no mercado financeiro? Em vez de aplicar seu capital em outro investimento com outro patamar de risco? Essas são perguntas para cuja resposta eu vou mostrar uma abordagem usando o conceito de VaR (“Value at Risk” – valor em risco). Adorarei um exemplo para embasar minha argumentação.

No exemplo a seguir, a análise será feita para um horizonte de 5 anos. Em outras palavras, o que queremos estimar é: ao final de 5 anos, qual é o retorno ($) esperado do investimento e, mais importante, qual é a probabilidade (%) de obtermos um retorno menor do que este?

Taxa de Retorno

A primeira coisa que você deve estabelecer para essa análise é a taxa de retorno anual desejada. Esse valor equivale à taxa de retorno (ou de juros, ou de desconto) que incentivaria você a “emprestar” seu capital para esse investimento. É razoável usar um valor que seja superior em X pontos percentuais ao da taxa anual mínima de retorno do mercado financeiro (no caso de você já dispor do capital), ou Y pontos percentuais acima do que os bancos lhe cobrariam de juros se você fosse pedir emprestado esse capital, ou seja lá que outro critério você adote para valorar seu dinheiro. No nosso exemplo usaremos o valor de 15% ao ano (a.a.). Basicamente, ao decidir usar o valor de 15%, estamos implicitamente dizendo que esse investimento só será atrativo se tiver um retorno de 15% ao ano, e que abaixo disso, nada feito, não interessa. Tão simples quanto isso.

Preço de Venda

Antigamente o preço de venda de um artigo era determinado pelo produtor: era o custo de produção, somado a impostos, somado ao frete, e somado a um valor de lucro arbitrado por ele. Mas isso acabou. Exceto talvez nos mercados monopolistas ou oligopolistas, atualmente quem determina o preço de venda é o próprio mercado. Então, esse é o segundo parâmetro que você deve estimar: quanto o mercado estaria disposto a pagar pelo seu artigo? No nosso exemplo, vamos supor que você fez uma pesquisa e determinou que o mercado estivesse disposto a pagar até R$100,00 por uma unidade do seu produto.

Demanda Esperada

Esse parâmetro é bastante subjetivo. Certamente você não tem uma bola de cristal para lhe ajudar a adivinhar qual será a demanda pelo seu produto. E se você está lendo este artigo, certamente você não é adepto de técnicas heterodoxas como búzios e tarô. Com técnicas ortodoxas, como o uso de séries temporais (históricas), você pode traçar curvas de tendência; ou, você pode tentar uma pesquisa de mercado; de qualquer jeito, você tem que estimar, de uma maneira que os americanos chamam "educated guess".

A boa notícia é que a técnica de simulação que vou mostrar lhe permitirá analisar diversos cenários de demanda, e em cada um deles o VaR do seu investimento será diferente. Caberá a você decidir qual dos cenários é o mais provável, qual é o menos provável, e escolher um cenário entre o pior e o melhor caso. No nosso exemplo, vamos supor que a demanda no primeiro ano será de 500 unidades, e crescerá a cada ano, dobrando ao final de 5 anos, mas seguindo um padrão de crescimento natural (K1 –K2e–n) com taxa decrescente:

Demanda esperada

Primeiro ano - 500 unidades

Segundo ano - 816 unidades

Terceiro ano - 932 unidades

Quarto ano - 975 unidades

Quinto ano - 990 unidades

OPEX e CAPEX

Você também deve estimar seus custos operacionais ou recorrentes (Operational Expenditures – OPEX) e seus custos de investimento (CAPEX – Capital Expenditures). No nosso exemplo esses custos foram estimados conforme abaixo:

Os itens que compõem o CAPEX e o OPEX podem ser expressos em função do número de unidades produzidas por ano, ou em função de incrementos (saltos), como no exemplo acima. Esses “saltos” criam não-linearidades cujo efeito no resultado líquido final somente pode ser captado através de simulações, como por exemplo através do método Monte Carlo que iremos demonstrar aqui.

Estas não-linearidades são uma das causas do que é conhecido como "Flaw of Avarages" (“Falha da Médias” – uma corruptela da expressão “Law of Averages” – Lei das Médias). Se o seu mundo é perfeito e não-linearidades não são esperadas, não perca seu tempo com a técnica mostrada aqui: calcule tudo pelas médias (média da demanda, média dos custos etc.) e no final você terá o valor esperado do resultado líquido, sem precisar simular nada.

Mas, voltando para o nosso mundo imperfeito. O Fator de Incerteza estabelece a faixa de variação dos parâmetros de entrada, para mais e para menos, em torno do valor central. No nosso exemplo o Fator de Incerteza será aplicado ao parâmetro mais subjetivo, que é a demanda esperada. Em outras palavras, ao fixarmos um Fator de Incerteza em 100% admitiremos que a demanda em cada ano poderá variar 100% para menos ou para mais em torno do valor esperado de demanda daquele ano (lembre-se, já tratamos das demandas esperadas anuais mais acima).

Após rodarmos milhares de simulações, variando aleatoriamente a demanda em cada ano (com a faixa de variação determinada pelo Fator de Incerteza), poderemos analisar como se comporta o retorno esperado do investimento e a probabilidade de obtermos um retorno negativo ao final do quinto ano (ficarmos no prejuízo).

Há várias distribuições de probabilidades que podem ser usadas para gerar aleatoriamente as demandas anuais na simulação. No nosso exemplo usaremos a distribuição mais simples, que é a Uniforme. Contudo você poderá modificar o exemplo para usar a distribuição Normal (Gaussiana), a Triangular, ou outra qualquer que prefira.

Por que estou usando a distribuição Uniforme? Basicamente por 3 motivos: a) nela, todos os valores de demanda têm a mesma chance (probabilidade) de ocorrer; b) é a mais fácil de ser usada no Excel: a função ALEATORIO() gera diretamente valores uniformemente distribuídos, que com simples operações de soma e subtração podem gerar valores aleatórios de demanda, uniformemente distribuídos em torno dos valores esperados anuais que já conhecemos; c) é a mais fácil de ser explicada, pois não requer que entremos em detalhes acerca de variância e desvio-padrão.

Continuando com nosso exemplo do investimento hipotético, faremos agora a análise estática do fluxo de caixa desse investimento ao longo dos 5 anos. Eu chamo de análise estática porque nela os parâmetros de entrada permanecem fixos, ao contrário de uma análise dinâmica, que é produto de uma simulação onde esses parâmetros são variados milhares de vezes, aleatoriamente.

Observe na figura acima que analisamos do ano zero ao ano cinco. No ano zero ainda não estamos produzindo, apenas investindo para começar a produzir no ano seguinte. Em cada ano, a capacidade de produção está limitada pelos investimentos feitos no ano anterior. A demanda de cada ano é aleatória, mas para a análise estática você pode considerar que as demandas anuais terão os valores estimados (esperados) by-design.

A produção em cada ano é igual à demanda, se a demanda for menor que a capacidade instalada da planta; ou igual à capacidade instalada da planta, se a demanda daquele ano for maior do que a capacidade instalada.

A receita total num dado ano é igual ao preço de venda unitário multiplicado pela quantidade produzida naquele ano (produção), abatendo os impostos.

Os custos fixos e variáveis anuais, e os investimentos anuais, são aqueles que discutimos anteriormente.

O resultado líquido num dado ano é a receita total daquele ano debitada dos custos e dos investimentos daquele ano. Mas esse resultado precisa ser corrigido pela taxa de desconto para obtermos o respectivo valor presente líquido.

O valor presente líquido (Net Present Value) total ao final dos 5 anos é a soma dos valores presentes líquidos ano-a-ano. Esse é o principal resultado da análise estática. Esse resultado só é válido para aqueles valores de demanda esperada que foram usados na análise estática (ou seja, no Mundo Perfeito). Mas lembre-se que temos um Fator de Incerteza, o qual estabelece que as demandas podem variar 100% para mais ou para menos em torno dos valores esperados de demanda anuais.

Se não houvesse não-linearidades, poderíamos afirmar que o NPV total encontrado é o NVP médio esperado, já que usamos os valores médios de demanda. Mas lembre-se que no nosso exemplo podem existir "saltos" nos investimentos anuais para aumento de capacidade, e esses aumentos de capacidade dependem das demandas anuais, que na prática são variáveis aleatórias. Resultado: o surgimento de não-linearidades. Então, no Mundo Real a análise estática não diz muita coisa. Além disso, apenas com a análise estática não temos como estimar a probabilidade de obtermos um NPV menor do que um certo valor (por exemplo: menor do que zero). Então temos que lançar mão de simulações, como por exemplo através do Método de Monte Carlo, ou usando softwares especiais para essa finalidade.

Agora vem a parte maior e mais interessante: a simulação propriamente dita e o cálculo do VaR – Value at Risk.

Pois bem, a primeira coisa que vamos fazer é modificar a Análise Estática fazendo os valores de demanda em cada ano se tornarem variáveis aleatórias. No Excel isso poderia ser feito, por exemplo, assim:

=INT(Demanda1*((1-FatorDeIncerteza)+2*FatorDeIncerteza*ALEATÓRIO()))

=INT(Demanda2*((1-FatorDeIncerteza)+2*FatorDeIncerteza*ALEATÓRIO()))

etc. etc...

Onde Demanda1 a célula que contém o valor médio (esperado) da demanda no ano 1, Demanda2 é a célula que contém o valor médio (esperado) da demanda no ano 2, e assim sucessivamente. FatorDeIncerteza é a célula que contém o já mencionado Fator de Incerteza (que no nosso exemplo é 100%). A função ALEATÓRIO(), como já disse, gera valores randômicos distribuídos uniformemente entre 0 e 1. Os resultados das expressões acima geram valores randômicos centrados e uniformemente distribuídos em torno dos valores esperados de demanda.

No Excel, a cada vez que pressionarmos a tecla F9, novos valores de demanda para cada ano serão aleatoriamente gerados. De novo: se quiser outro tipo de distribuição de probabilidades que não seja a Uniforme, a fórmula complica um pouco (não vamos entrar nos detalhes aqui). A escolha da distribuição adequada é tanto uma arte como uma técnica.

Esse passo é só a metade do caminho. Agora temos que dar um jeito de repetir a geração dos valores aleatórios de demanda milhares de vezes de forma automática. A forma mais simples de fazer isso sem precisar de programação é fazendo uso do recurso  "Tabela de Dados" (Data Table) do Excel (menu "Dados" > "Teste de Hipóteses" > "Tabela de Dados").

Não é objetivo deste artigo ensinar a usar esse recurso (o qual é um dos mais obscuros do Excel), mas a documentação do Excel é relativamente bem elaborada sobre ele. Basicamente o que o recurso faz é gerar tantos valores quantos se queira e guardar o resultado do Valor Presente Líquido (NPV) resultante para cada combinação aleatória de demandas anuais. Isso é uma simulação de Monte Carlo. Cada vez que você clicar em F9 uma nova batelada de valores é gerada (uma nova simulação é rodada). Na planilha que fornecemos como exemplo, 3000 (três mil) novos valores são gerados a cada rodada.

Tendo armazenado todos os valores de NPV (no nosso exemplo, 3000 valores), podemos estudar como esses valores se distribuíram estatisticamente, traçar a Função de Distribuição Cumulativa (CDF) desses valores, achar a média, o desvio-padrão etc. (ou seja, achar os "estimadores"). O interessante é que por mais que repitamos as simulações, essa curva CDF, bem como a média e o desvio-padrão não mudarão muito de uma simulação para outra. Quanto maior for a quantidade de amostras geradas por simulação (no nosso caso: 3000), menos eles mudarão de uma simulação para outra. No limite, se gerássemos um número infinito de amostras em cada simulação, a mudança seria nenhuma de uma simulação para outra.

Na figura abaixo eu mostro o resultado que obtivemos com os parâmetros descritos nas seções anteriores. A curva CDF está bem contínua nesse exemplo, mas é comum ela aparecer com descontinuidades ("saltos") decorrentes das não-linearidades que porventura existam no sistema. No nosso exemplo as não linearidades não tiveram muito efeito na CDF: acredite, isso foi uma exceção.

Observe que a média dos NPV, ou seja, o Valor Presente Líquido esperado ao final de 5 anos, está em torno de R$100.000,00 (nesta rodada ele foi precisamente R$ 110.110,98). Pelo gráfico acima também podemos constatar que a probabilidade de obtermos um NPV negativo ao final de 5 anos é em torno de 35%. O gráfico não mostra, mas pela planilha é possível constatar que temos 95% de chance de termos um NPV entre -R$280.000,00 e +R$545.000,00. O nosso VaR  está em 35%, porque temos 35% de chances de ficarmos no prejuízo ao final dos 5 anos.

O ideal seria que nossa curva CDF se movesse para direita, porque assim nosso VaR diminuiria, podendo até tender a 0% (lucro quase garantido). Como fazer isso? Uma forma seria aumentar o nosso preço de venda unitário (se o mercado permitisse); outra forma seria reduzir os nossos custos. Fazendo essas mudanças nos parâmetros e repetindo a simulação, podemos obter estimativas de como ficariam os nossos resultados ao final dos 5 anos em cada cenário.

Conforme mencionamos, segue o link para a planilha didática: VaR-Exemplo.

Com exceção da aba "MonteCarlo", todas as demais abas dessa planilha são autoexplicativas. Na aba "MonteCarlo" é onde está a estrutura de dados Data Table do Excel (células D7 a D3009).

Sua organização tem necessidades análogas à descrita acima? Temos a expertise para lhe ajudar.

Créditos: Essa planilha foi baseada (com modificações) em materiais do Prof. Richard de Neufville (MIT).

Por: Sérgio Ricardo de Freitas Oliveira

Sócio-Diretor

Business Transformation Division

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