Governança de dados: novos caminhos para elevar as organizações

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Publicado em
December 30, 2021

Governança de Dados é um tema originado na década de 1990 e que voltou à crista da onda ultimamente. Podem ser identificadas 2 razões plausíveis para esse revival:  

  1. a popularização de soluções de Ciência de Dados – e aqui se incluem a velha IA, a aprendizagem de máquina (ML) e as plataformas de analytics;  
  1. as facilidades que estão sendo entregues aos usuários-finais, como self-service business intelligence (capacidade de o usuário final gerar sozinho os seus relatórios e gráficos, sem depender da TI) e ferramentas no-code (que dão usuário final a capacidade de criar as suas próprias aplicações, sem necessidade de saber programar).  

Essas facilidades aumentaram o risco de uso não-conforme dos dados e diminuíram o controle da TI sobre o que os usuários finais andam desenvolvendo. Se você é da área de TI de uma grande empresa, já deve ter se surpreendido recentemente com solicitações de ajuda vindas de usuários finais para aplicações que você nem sequer sabia da existência.  

Pois é disso que estamos tratando: melhorar a governança sobre os dados da organização.

Segundo John Ladley, um veterano dessa área e autor de livros sobre o tema (um deles já na segunda edição em 2019), “Governança de Dados é a organização e a implementação de políticas, procedimentos, estruturas, papeis e responsabilidades que delineiam e garantem as regras de engajamento, os direitos sobre decisões, e a prestação de contas para a gestão eficaz dos recursos de informação”.  

Parece complexo, não? E de fato, é complexo. Uma iniciativa de Governança de Dados que siga essa definição envolverá necessariamente toda a organização, em um esforço comparável ao da implantação de um programa de certificação ISO 9001.  

Contudo, após implantado, um programa de Governança de Dados deve ficar transparente para a organização – da mesma forma que um Sistema de Qualidade ISO –, e nem sequer deverá exigir staff extra para mantê-lo vivo; só que, até isso acontecer, muita energia deverá ser investida e a “data literacy” de todos os membros da organização deverá ter subido vários níveis.

E o que é essa tal “data literacy”? É o “conjunto de habilidades necessárias para ler, criar e comunicar dados de maneira que os indivíduos possam participar e estar conscientes da cadeia de suprimento de dados”. É agora que entra o conceito de “cadeia de suprimento de dados”, que basicamente é o conjunto de processos para mover, transformar, agregar, entregar, acessar e proteger dados (pense nos processos de armazenamento, ETL, BI, Analytics e segurança de dados).  

Em resumo, subir o nível de “alfabetização de dados” da organização é subir a capacidade de todos os membros dessa organização em participar das atividades acima de maneira consciente, eficaz, eficiente e responsável, dentro da respectiva necessidade individual que o posto do indivíduo na organização exige. Simples assim.

Na prática, a maioria das organizações precisa de “medidas higiênicas” que permitam pelo menos todas as pessoas serem capazes de gerar seus relatórios, painéis e análises com base em dados confiáveis, validados e seguros, sem ficar dependendo da TI para isso.  

O que se vê na maioria das vezes é que cada setor da organização usa seus próprios dados, muitas vezes duplicados por outros setores, e que não passaram por um processo de curadoria. As fontes de dados são dispersas, a semântica dos dados só é conhecida por quem gerou as fontes, e as ferramentas de acesso a essas fontes não são padronizadas (ou, quando são, seu uso não é dominado por todos que precisam). Isso é familiar para você?

A boa notícia é que essas “medidas higiênicas”, pragmáticas, podem ser tomadas independentemente de um programa corporativo de Governança de Dados, e não são “rocket science”: basta contar com o parceiro correto.

Nosso time de especialistas pode te apoiar nessa jornada. Nós damos autonomia à sua equipe de TI, analisamos seus dados e geramos insights valiosos para sua empresa.  

Entre em contato.  

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